Portal da Turma 1975 do CMPA

1969-1975-2025, muitos anos se passaram

Nome do Autor: Nicola

Eis que num belo dia 23 de março de 1969 um bando de jovens piás pançudos, com os bolsos cheios de sonhos e os corações carregados de ansiedades em relação ao futuro, atravessaram os portões do velho Casarão da Várzea cheios de esperanças. Naquele tempo, o mundo ainda era um mapa aberto e cada dia apareciam nuvens obscuras (nimbostratus).
Hoje, muitas décadas depois, nos reencontramos, e os cabelos que antes eram tempestades agora são mares tranquilos, mas os olhos, ah, esses seguem acesos, vívidos, carregando histórias que não caberiam em somente uma “Hyloea”.

O reencontro foi um espelho invertido do tempo: vimos nos outros aquilo que fomos, sentimos em nós aquilo que o tempo nos ensinou a viver. Risos antigos voltaram como que nunca se foram, lembranças tremeram na voz, e a alma reconheceu, sem esforço, os companheiros que seguraram as mãos, as barras, as garras, os perrengues e os medos.
Entre abraços que mediram distâncias vencidas, houve a certeza de que aquele tempo não foi apenas passagem, foi travessia, vocação, muita resiliência. Uma verdadeira mutação que moldou o nosso modo de existir para sempre.

Já são 57 anos de vidas, de ganhos, de perdas, de lutas, que nos ensinaram mais que qualquer manual, onde percorremos caminhos que só nos conhecemos. E nesse encontro o tempo se dobrou: o passado se sentou à mesa, o presente sorriu em cumplicidade e o futuro, sempre humilde diante de tantas histórias, pediu licença para continuar.
Celebrar tantos anos não é contar o tempo, é honrar tudo o que permaneceu: o entendimento da ética, a amizade, o chamado para servir, independente de quem escolheu caminhos diferentes, mas indubitavelmente mantivemos o nosso juramento.

No fim, percebemos que não foram 57 anos que se reencontraram. Foram 57 versões de cada um, todas vivas, todas presentes, todas gratas pelo percurso percorrido.
E a vida, silenciosa e generosa nas novas oportunidades, aplaudiu naquela noite.
Lembrando sempre que a ampulheta não tenta acelerar a própria queda da areia. Ela simplesmente deixa acontecer.

Cabe a nós preenchermos cada grão de areia com significado e propósito.
Que o ano novo nos traga novas oportunidades para estarmos juntos, compartilhando momentos especiais e apoiando uns aos outros em cada desafio.

FELIZ 2026, AMIGOS! Que este ano seja incrível para todos nós.